Hoje é um dia especial, meu filho querido...é o dia do seu aniversário. E volto lá em 1981, mãe de primeira viagem, ansiosa pra te conhecer, ver seu rostinho que imaginei durante os 9 meses.
Enquanto escrevo passam por minha lembrança as diversas fases da sua vida. Bebê sorridente, feliz, no andador se aventurando pela casa, engatinhando e o dia em que deu os primeiros passos. Ficamos tão felizes! E como gostava de brincar com água, a mangueira do jardim estava sempre nas suas mãos. E molhava tudo, até o que não precisava. Mas você gostava disso e eu fazia as suas vontades.
E o tempo foi passando. Como passa rápido, meu Deus! Quando eu ia pro Banco meu coração ficava em pedacinhos vendo você chorando no portão. E pedi ao Papai do Céu que mandasse uma boa companhia pra todos nós e o Túlio chegou para nossa grande alegria. Aí, sim, eu vi você mais feliz e não se importando mais com a minha ida pro trabalho. E mãe ama de verdade. A sua alegria era a minha alegria. Eu agora saía e vocês dois ficavam numa brincadeira que não tinha fim. E quando vejo vocês dois hoje, homens feitos, jogando no computador, volto lá atrás de novo.
E quando você ia viajar nos finais de semana pra ficar com o seu pai? Agora era você a ficar preocupado em me deixar sozinha. Com 6 anos me olhava com esses olhos apertados e me pedia pra não ficar triste, que eu procurasse a Flávia. Ah, filho... Bom demais lembrar tanta coisa.
Veio a adolescência que eu não achei difícil como muitos pais acham. A gente riu muito, brigou um bocado, mas sempre fizemos as pazes; às vezes num choro envolvido por muitos abraços, noutras vezes rindo da bobeira de nós mesmos. (claro que lembra do frango que eu joguei pela janela do quarto andar, né?) Se em algumas ocasiões eu perdi a paciência não foi porque você estava sendo impossível, eu é que estava muito cansada. Você lembra o quanto eu trabalhava? Tinha dia que eu saía às 8h e voltava depois das 22h. Sei que precisou de mim em alguns momentos e eu não pude estar na hora pra te atender, mas soube também que era fundamental trazer dinheiro pra casa, pagar as contas, passar no supermercado depois de ralar o dia todo e abastecer nossa casa. E tudo isso roubou muito do tempo que tínhamos pra ficar juntos.
Mas tudo passou.
Eu poderia dizer aqui tanta coisa. São muitas as lembranças meu filho amado.
Hoje está casado, feliz, cuidando da vida com a responsabilidade que sempre teve em tudo o que faz. E pode imaginar o quanto sou feliz por vê-lo seguindo no bom caminho.
Te tenho muito amor, querido, muito respeito e um orgulho danado em ser sua mãe. Desejo muita saúde, felicidades junto à Érika e que Jesus seja a luz a iluminar o seu caminho.
Muita paz!





