sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Parabéns, Elza!

 
Essa é minha amiga Elza... Amiga de muitos anos... Mais de 30.
Sempre nos demos muito bem e nunca, nunca MESMO, tivemos algum problema.
Assim que cheguei a Uruaçu, Goiás, já começamos uma amizade. Eu, muito jovem, solteira, ela poucos anos mais que eu, casada com o Sebastião (Foca), dois filhos, a Brenda e o Fabiano. Mas deixa-me contar.

Lembro-me de ter chegado ao BB um pouco assustada, era a primeira vez que saía de casa para trabalhar. Lá chegando fui apresentada aos colegas e o Foca foi quem me levou de carro pra república onde iria morar, a partir daquele momento. Achei o lugar horrível, mas calei-me. Afinal meu colega estava sendo tão bacana comigo... Éramos muitos funcionários de Minas, Rio de Janeiro e outros lugares. Todos jovens. Todos hospedados lá.

Mas hoje quero falar é da Elza.

Era linda e ainda é; eu acho. Era suave, tímida, ótima esposa, mãe perfeita, vivia completamente para o lar. Logo comecei a frequentar sua casa porque fui para a equipe do seu marido e a aproximação foi inevitável. E, convivendo, fomos descobrindo afinidades. Uma delas é que somos, as duas, muito verdadeiras. Não conseguimos disfarçar, nossa cara conta. Se gostamos da pessoa nos entregamos, somos fiéis, tomamos as dores, essas coisas. Uma coisa ela faz melhor do que eu: briga, fala direto para a pessoa quando se chateia de verdade. Eu não. Eu sumo. Não brigo, não fico com raiva do outro. Troco de amigo. Viro fumaça.
Eu achava a vida dela maravilhosa. Alguns anos depois descobri que não era tanto assim. Ela era só doação, só fazer o que o outro queria e isso não pode ser bom para ninguém.

Ela mudou pra Goiânia, eu achei ruim, mas não havia nada que eu pudesse fazer e era preciso aceitar.

Algum tempo depois entrei pra família... Casei-me com o irmão do Foca. E passamos a ser concunhadas, mas éramos mais que isso, éramos amigas.

Muita água passou debaixo da ponte. Seu casamento acabou, depois foi o meu que não deu certo, fomos criar os filhos, a correria da vida afastou-nos. Encontrávamos nas festas e, infelizmente, nos muitos velórios da família. Eu costumo dizer que cansei de “enterrar” pessoas queridas da “nossa” família. Sim, apesar dos mais de vinte anos da minha separação ainda sou a “tia” de todos os muitos sobrinhos do Honorato, o pai dos meus filhos, Thiago e Túlio.

Hoje estive com ela, naquele lugar lindo e abençoado onde mora. Trocamos energia boa, abraços, boa conversa. Ela foi para o fogão e fez daqueles biscoitos fritos de polvilho, delícia das delícias. Um cafezinho que tomei com o Fabiano, a namorada, a Brenda e ela.

Elza, neste 30 de janeiro quero te dizer, amiga querida, que sou muito feliz em ter você na minha vida, em usufruir da sua amizade tão verdadeira. Sinta-se abraçada agora de novo. Que Deus ilumine cada vez mais os seus caminhos e que tenhamos ainda muitos anos de vida, com saúde e montão de amor. E com certeza muitas risadas.

Beijo com muito carinho!

Sua sempre amiga,
Wanda
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Em casa...

 
 
 
 
Chove mansinho aqui no mato.
Paulinho Pedra Azul cantando.
Falei ao telefone com minha mãe por mais de 1 hora, graças à Tim.
Amigos almoçaram comigo e me deixaram feliz.
A vida segue em paz.
Amém!
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sábado, 23 de janeiro de 2010

Aniversário Túlio

 
 
Filho muito amado,
Hoje é seu aniversário.
Já liguei, desejei tudo o que há de melhor no mundo pra você, mas ainda falta te dar um abraço bem gostoso, daqueles de trocar energia boa, de olhar no olho e saber que podemos contar um com o outro.
Quero repetir que sou muito feliz em ser sua mãe e se eu puder escolher quero ser de novo na outra vida, viu?
Lembro-me do dia em que nasceu. Era domingo. Estava eu na AABB, sentada numa daquelas cadeiras de fio, com um barrigão daqueles. Thiago brincava ao lado e seu pai também estava por perto. E de repente você avisou que estava chegando a hora.
Fomos pro hospital e foi tudo tão fácil, tão sem dor... E pude te colocar no meu peito, olhar bem direitinho pra você, passar o meu calor, te dar as boas vindas.
Você sempre foi um menininho muito de bem com a vida, apesar de ter adoecido muitas vezes. Nós aqui de casa, seu pai e os parentes dos dois lados, sabemos que você escapou por pouco, mas olha como quis a vida e lutou por ela. Agora está aí, homem feito, de caráter, gente boa pra caramba. E ainda por cima foi (e ainda é) meu professor de computador... Sua paciência comigo encanta-me, mas sabemos que não foi em vão. Hoje sou uma mãe plugada e conectada, graças a você.
Filho, que Deus te abençoe sempre, te dê muita saúde, muitas alegrias, muito amor. Dinheiro vem se tivermos tudo isso e muita disposição e você tem.
Te amo muito!
Beijos!!!
Goiânia, 23 de janeiro de 2010
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Tia Dulce

 
Essa é minha tia Dulce.
Tinha uma alegria e entusiasmo como nunca vi em pessoa alguma. Foi a responsável pela minha evangelização quando criança e, se tenho fé, se sou ligada a Deus, se gosto de cantar e tocar violão nos cultos e no Batuíra, Centro que vou aos domingos pela manhã, devo a ela. Plantou a semente junto com a Zelinha, minha mãe, que sempre me falou do Mestre.
Lembro-me que acordava cedo aos domingos, vestia minha roupa, penteava os cabelos mais ou menos e ia pra escolinha. A igreja era pertinho de casa. Ela nos colocava em uma sala e contava a história de Jesus, de Moisés, Jó, mostrava gravuras e eu adorava. Ensinou-me muitas musicas, não só pra mim, mas pra todas aquelas crianças pobres da vila onde eu morava. Era casada com o tio Silas, que também frequentava a igreja, dava seus testemunhos, contribuía muito.
Um dia, parei de ir. Outras coisas começaram a chamar-me a atenção.
E meu coração de criança ficou triste demais quando ela foi embora... foi morar em Itaperuna, RJ. E com ela foram meus primos que brincavam comigo: a Cristina, Viviane, José Ricardo e o Leandro. E também a broa de fubá deliciosa que fazia todos os sábados. A gente brincava tanto naquele quintalzão, era tão gostosa a nossa convivência, mas hoje sei que eles precisavam ir, foi ótimo pra vida deles. Tanto que ficaram por lá, meus primos se casaram, vieram os filhos.
Hoje matamos as saudades pela internet, o Orkut reaproximou aqueles que gostam de computador, vemos fotos, sabemos das novidades. E a vida segue. Apesar da distância os corações continuam entrelaçados pelo carinho que começou lá atrás e isso, gente, não acaba fácil não.
Minha tia querida já se foi, mas nunca a esqueci e está sempre em minhas preces.
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sábado, 16 de janeiro de 2010

Eu e minhas caras

 
 
 
 
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Matem as saudades...
Beijos!

E as caras continuam

 
 
 
 

As minhas muitas caras...
Troquei o óculos pra alegria do meu filho mais novo, Túlio, que de tes ta o tal.
O cabelo também está bem mais claro.
Depois coloco outras.
Beijooo!
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Fausto e Leila

 
 

Almoço agradável com o Fausto e Leila. Ficamos juntos por três horas e há tanto pra se falar que sempre achamos pouco.
A Leila é risonha, já nasceu feliz. E sempre acorda rindo. Valorizo pessoas que sabem acordar assim. Não que eu acorde mal humorada, de jeito nenhum. Adoro abrir os olhos e perceber que estou vivinha da silva, mas daí a acordar que nem a Leila, vai uma grande distância.

O Fausto é aquele "irmaozão" bom da gente ter. Desde sempre temos uma afinidade gostosa e não me lembro de termos brigado algum dia. Trabalhamos juntos na oficina de nosso pai desde pequenos, lutamos pra ganhar dinheiro nas feiras de Beagá, Sete Lagoas, e ele sempre de bem com a vida, animado, característica sua até hoje. Eu, confesso, morria de vontade de ficar um pouco mais na cama aos domingos, mas o trabalho e as contas a pagar nos esperavam e lá íamos nós.

Vim pra Goiás em 1977, apaixonei-me pelo Estado, pelas pessoas, e acabei ficando. Apesar de amar as Minas Gerais escolhi aqui para viver, casar, ter meus filhos. Não podia imaginar que 15 anos depois teria o Fausto por perto. Isso me deu uma alegria danada! Senti-me amparada, protegida. Só quem é mulher, sem ninguém dos seus por perto, pra entender o que eu estou falando.

E hoje foi ótimo!
E olha que nem juntamos pra tocar violão ou piano, foi só bater papo.
Nem reclamo dele ter levado minha amiga Leila embora quando eu os apresentei. Quando a gente gosta de verdade fica feliz com a felicidade do outro. E foi assim que me senti. E sinto. Gosto de vê-los bem e cuidando um do outro.

Essa outra moça na foto é Érika, minha nora, casada com o Thiago.

Até a próxima, Tinim e Leila.
Amocês muitão!
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Poesia

 
Vou falar sobre o meu chororô quando era criança. Eu chorava por qualquer coisa: primeira menina depois de dois filhos homens já era um bom motivo, claro. Acabei ficando manhosa. Provocava os meninos e quando percebia que iriam me bater já abria o maior berreiro e minha mãe, coitada, já gritava de longe pra me defender. Mas eu era também muito sensível. Chorava no cinema, não podia ver revólver em filme e nem violência de espécie alguma. Mas o que pegava mesmo eram as poesias. Até coloquei aqui. Esta danada desta poesia era a responsável pelas minhas muitas lágrimas. Eu achava (e ainda a acho) tão linda que chorava um monte. E meus irmãos e primos abusavam da minha sensibilidade e ficavam recitando só pra me provocar...

Está aí pra quem quiser conhecer ou reler.


A FLOR E A FONTE

"Deixa-me, fonte!" Dizia
A flor, tonta de terror.
E a fonte, sonora e fria,
Cantava, levando a flor.

"Deixa-me, deixa-me, fonte!"
Dizia a flor a chorar:
"Eu fui nascida no monte...
"Não me leves para o mar".

E a fonte, rápida e fria,
Com um sussurro zombador,
Por sobre a areia corria,
Corria levando a flor.

"Ai, balanços do meu galho,
"Balanços do berço meu;
"Ai, claras gotas de orvalho
"Caídas do azul do céu!...

Chorava a flor, e gemia,
Branca, branca de terror,
E a fonte, sonora e fria
Rolava levando a flor.

"Adeus, sombra das ramadas,
"Cantigas do rouxinol;
"Ai, festa das madrugadas,
"Doçuras do pôr do sol;

"Carícia das brisas leves
"Que abrem rasgões de luar...
"Fonte, fonte, não me leves,
"Não me leves para o mar!..."

As correntezas da vida
E os restos do meu amor
Resvalam numa descida
Como a da fonte e da flor...

(Vicente de Carvalho)
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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Tia Paula

 

Saudade, tia...
Tempos bons aqueles em que eu chegava na casa da vovó Antônia e era recebida com beijos e sorrisos seus... Eu te achava sempre tão feliz, tão de bem com a vida. E, quando criança, você me deixava brincar com as suas "jóias", seus colares coloridos, brincos, pulseiras. Sim, eu sei, eram bijuterias, mas pra mim brilhavam que nem ouro, tia. Quanta saudade! E a época em que trabalhava naquela loja bonita, cheia de perfumes.Sloper?? Não sei o nome... Eu entrava lá com minha mãe quando ia "à cidade" e tudo me encantava.
Mas, o que mais encantou-me foi você mesma... do jeitinho que sempre foi... carinhosa, sempre defendendo os sobrinhos das broncas muitas vezes injustas de nossos pais. Quase te chamo de tia preferida. Só não o faço para não entristecer tantas outras que eu também gosto tanto.
Minha querida... Sei que agora está alegrando o povo lá de cima.
Que Deus te abençoe sempre.
Beijos!
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Na rocinha

Olha a foto que encontrei por aqui!
Anos 60...
Meu primo José Ricardo, minha avó materna Antônia e minha mãe.
Morávamos nesse lugar de muito mato, terra, raros carros, muita brincadeira com os primos. Tempos bons.
Eram 3 casas, vizinhas de cerca. Meninada! Brincávamos muito. Nesta casa que aparece moravam meios tios Bernardino e Maria, e os primos Angela, Beatriz, Cecilia e Nelson. Na casa do meio moravam tia Dulce, tio Silas, e os também meus primos Cristina, Zé Ricardo (o da foto), Viviane e Leandro. Na casa de baixo meus pais, eu e meus irmãos Fausto, César, Soraya e Rosana.
Isso me faz lembrar algumas coisas... O bolo de fubá que a tia Dulce fazia todo sábado. E eu ia no cheiro.. risos... E ela, claro, me dava um pedação. Nham.. nham... bom demais.
Tio Bernardino, sem camisa, pedindo pras filhas coçarem as costas dele. E eu querendo coçar também, mas ficava com vergonha. E não fazia.
Tia Maria gritando lá pras 5 da tarde: "Angela, Beatriz, Cecilia e Nelson... TOMAR BANHOOOOOO. E isso atrapalhava as nossas brincadeiras, mas ela estava certa. Se deixassem nós ficaríamos na rua até de noite.
E outras lembranças chegam... Umas boas, outras nem tanto, mas valeram.
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Flores

Delicio-me com as cores das flores do meu cantinho.
Alegra-me o contato com a natureza, a presença dos meus bichos, o cheiro do mato, o silêncio, a paz desse lugar...
E elevo o pensamento ao Criador e agradeço.
Sempre!


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domingo, 3 de janeiro de 2010

Reveillon

Foi ótimo.
Tranquilo.
Com pessoas queridas.
Deitei-me pouco depois da meia-noite.
Dormi bem.
Feliz e em paz.
Tudo igual ao ano passado.
Bom demais.



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