quinta-feira, 22 de abril de 2010

Risoto de bacalhau

 
 
Risoto

Ralei uma cebola e fritei no azeite de oliva. Quando ficou transparente coloquei três dentes de alho ralados. Acrescentei 100g de bacalhau já dessalgado junto e refoguei uns 3 minutos. À parte coloquei meio litro de água pra ferver com um tablete de caldo de bacalhau. Acrescentei um copo americano de arroz próprio pra risoto. Refoguei cinco minutos, acrescentei duas mãos de brócolis, e um tomate picadinho. Em seguida juntei 10 unidades de tomate seco (seco mesmo, não em azeite). Pus a água fervente, baixei o fogo e ali ficou mais ou menos 30 minutos. Quando estava quase secando virei um vidro pequeno de champignons, esperei mais cinco minutinhos. Desliguei o fogo, virei uma caixa de creme de leite, duas colheres de sopa de queijo parmesão ralado grosso e salsinha.

Comi quentinho.
E ficou muiiiiito bom.

No domingo passado repeti essa receita porque Fausto e Leila estavam aqui em casa. Como eu não tinha champignons substituí por algumas castanhas do pará picadas. Ficou ótimo também. E eliminei o caldo de bacalhau porque meu irmão não come de jeito nenhum.
Podem fazer que vão gostar.
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terça-feira, 20 de abril de 2010

Tempo de criança

 
Olha eu aí com a bola na cabeça.
Bons tempos, de muita brincadeira com os primos na rocinha.
Heitor, primo querido, obrigada pela foto. Adorei!
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terça-feira, 13 de abril de 2010

Mais filme

 
Minha fase de assistir filmes continua. Algumas vezes fixo-me nos seriados e não vejo filme nenhum e agora é o momento dos filmes.

Los abrazos rotos, de Almodóvar.

Gostei. Tem Penélope Cruz que eu adoro. Ótimas interpretações dos outros atores também. É uma história de amor que me surpreendeu, depois decepcionou, voltou a surpreender.

Pensei em colocar a sinopse aqui, mas acabaria perdendo a graça pra quem for assistir. Não consegui um vídeo melhor que esse, é uma pena.

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domingo, 11 de abril de 2010

Silenciosa

 
 
 
 
Ando mais reflexiva, lendo mais, falando menos, convivendo com os meus cachorros e plantas.

Faz frio no mato e então recolho-me ainda mais, vejo filmes e leio. Escuto minhas palestras na internet e a rua só me vê mesmo quando tenho que ir ao supermercado e nas caminhadas que faço dia sim, dia não.

Hoje foi dia de cantar para os pacientes do Sanatório Batuíra e é sempre um momento que eu gosto muito. Ali confirmo a facilidade que nós, seres humanos, temos de enlouquecer. Muitos homens e mulheres, alguns jovens, com transtorno mental temporário ou não.

Nosso grupo foi crescendo aos poucos. No início éramos duas ou três pessoas, depois foi chegando mais um, e outro, e outro e, neste domingo, doze trabalhadores apareceram para doar amor e boas energias.

Nesses quatro anos aprendi muito, compreendi melhor os que estão internados ali e, enquanto canto, olho o semblante deles e peço ao Pai por todos. Em algum momento essas pessoas se desequilibraram, perderam o endereço delas mesmas. E estão ali, longe dos seus entes queridos. De vez em quando choram, outros estão completamente alheios ao que acontece ao redor.

Para que as manhãs de domingo sejam mais bonitas para eles e para todos nós do grupo continuamos cantando e orando com eles e isso faz um bem enorme pra minha alma ainda tão imperfeita.

Bom domingo a todos!
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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Filmes

 
 
 

Fui ao cinema assistir Chico Xavier.
Eu já conhecia todos os casos mostrados, mas ainda assim foi bom ir. Coloquei uma roupa de caminhada, tênis, ipod a tiracolo e fui andando até ao shopping que fica bem perto do meu apartamento. A intenção era esticar a caminhada até o parque que fica próximo após o filme, mas caiu uma chuva daquelas. Plano frustrado.

Tem um lance do Chico no avião que é ótimo e toda vez que leio ou escuto alguém contar rio demais. E no filme o próprio Chico nos conta.

Achei o filme leve, gostoso de assistir. As pessoas ficaram até o fim dos créditos, compenetradas durante a prece que Chico faz. Algumas orando, outras em completo silêncio.

Recomendo.

No sossego da minha casa, sem barulho de pipoca ou celular tocando, assisti também A Bela Junie ou La belle personne
É uma história de amor, simples, mas o sofrimento pelo amor não concretizado mexe com a sensibilidade da gente.
Meio lento no começo, depois melhora.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

 
 

Tia Maria
Bonita, a única que não tem os olhos azuis, mas lindos olhos castanhos que nem os meus... risos...

Apenas uma casa separava a minha da sua e nos víamos todos os dias.
Quando eu ia pra escola e passava lá pra chamar a Cecília ela penteava os meus cabelos. É, minha mãe acordava tarde e eu me virava sozinha. Como era muito pequena penteava só por cima e ficava tudo embaraçado por baixo, uma coisa. Ela cuidava disso e eu adoraaava, claro. Gostava também quando me chamava pra lanchar. Colocava queijo fresquinho dentro do pão e posso lembrar do sabor enquanto escrevo.

Crianças não se esquecem de muitas coisas... Ela não brigava comigo nunca a não ser num dia em que a minha prima Ângela estava deitada no meu colo. Eu era muito criança, e ela me pediu pra coçar o seu ouvido com um grampo. Ela estava gostando muito daquilo e não queria que eu parasse, aliás, ficava me pedindo mais e eu socando o grampo. Capeta e impaciente que sempre fui, quanto mais eu coçava mais ela pedia, daí arranquei aquela proteçãozinha que vem no grampo e continuei o meu “serviço”. Ouvido não é lugar pra enfiar nada (até hoje não aprendi isso porque vivo cutucando o meu com qualquer troço) e acho que algo deu errado porque machuquei sem querer a minha querida prima. Tia Maria veio correndo e brigou muito, muito comigo. E eu, sem entender muito bem, dizia: “Mas foi ela que pediu, tia!”. Ângela me disse algumas vezes que não escuta bem e que a culpa é minha. Quero até perguntar a ela se isso é verdade ou se era pra me deixar com sentimento de culpa.

Lembro-me de outras coisas... das luzes da árvore de natal que eles montavam e que eu achava linda, principalmente à noite. E dos passeios que fazíamos nos morros e minha tia Maria sempre com seu cantil e suas bolachas. A gente queria beber a água dela, mas nem adiantava pedir. Não dava mesmo.

E de tarde chamava os filhos pra tomar banho assim: “Ângela, Beatriz, Cecília e Nelson... hora de tomar banho!”

Ah, era muito bom aquele tempo... Sinto muitas saudades da senhora, tia. Muitas mesmo! Te mando essas flores com meu beijo e carinho.
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