Tio Zé.
Sinônimo de alegria e sorriso no rosto sempre que me via.
Quantas saudades!
Tive a felicidade de morar pertinho dele quando foi para a rocinha com tia Célia, Marina e Dóris.
Foram tempos maravilhosos pra mim. Apoio, carinho, aconchego, mesa sempre posta com café e as delícias que a “Téte” fazia.
E as nossas conversas? Quatro mulheres falando ao mesmo tempo e ele por ali, arriscando um comentário ou outro que não era doido, né gente! Acho que nem dávamos tempo pra ele falar.
Uma boa lembrança que tenho também é vê-lo chegando na época do Natal com uma lata de biscoitos Duchen. Uma lata grande e quadrada. E tinha tanto biscoito bom lá dentro. Hum... Criança não esquece essas coisas. Mas o mais bacana era ir lá naquela vila feia, sair do bairro bom, enfrentar ônibus, poeira ou barro e levar guloseimas pra nós. E levava carinho, abraço, beijo, música e sorriso, muitos!
Ganhei dele um presente. Um dia chegou em nossa casa com seu acordeon e eu toquei pra ele. Na mesma hora ele me deu o instrumento e falou que ele nunca iria saber tocar direito, eu é que sabia. Coisas do tio Zé. E fiquei de boca aberta, era muito menina e não queria aceitar, mas não teve jeito.
Na rocinha, quando moraram lá, estreitamos os laços. Eu já gostava muito da Dóris porque morei um tempo com a vovó Antônia e o vô Juca, e ela de vez em quando aparecia voltando do Colégio Batista. Foi no ano que nossa avó morreu e pudemos conviver um pouco. Mas os laços se fortaleceram mesmo quando fomos vizinhos. Pude conhecer bem a tia Célia, Marina e Dóris. O tio Zé já era meu velho conhecido e eu sempre gostei muito, muito dele.
Emprestou-me sua máquina de escrever para que eu pudesse treinar pro concurso do Banco do Brasil e essa foi outra ajuda super importante.
São muitas lembranças boas que tenho...
No final da sua vida não fui vê-lo porque as noticias que chegavam era que estava magro por não querer comer, com depressão, e eu preferi guardar sua imagem sorridente, ágil no andar e muito brincalhão.
Meu amado tio Zé, sempre peço ao Pai que lhe envolva com muito amor e muita luz. Só guardo no meu coração belas recordações daqueles nossos tempos tão bem aproveitados. O senhor foi a melhor referência masculina que tive na minha adolescência.
Obrigada por tudo!


2 comentários:
Wandinha...cada dia nos surpreendendo mais...como vc se expressa bem...Tio José...um Tio muito querido por todos familiares... qdo entrava em nossas casas pela manhã acordavam todos...tá na hora de levantar... rssss e por aí a fora de brincadeiras...e assim meu coração se alegrava....a realidade do final de vida é muito triste prima...num tô dando conta...misericórdia!!!Vilminha
Oi, Wanda, seu blog tá mt delicado, coisa mais linda! Seu comentário sobre o tio Zé é uma fotografia dele em palavras... todos ficamos com muita saudades dele. Ele foi uma pessoa maravilhosa para mim, me ajudando muito na época em que mamae adoeceu e depois com a nitinha. Tio zé nunca me negou nada do que pedi a ele. Fui vê-lo em janeiro e mesmo doente havia brilho em seus olhos. Mt saudade mesmo. bjão
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