quinta-feira, 18 de março de 2010

Tio Zé...

 
Tio Zé.

Sinônimo de alegria e sorriso no rosto sempre que me via.
Quantas saudades!

Tive a felicidade de morar pertinho dele quando foi para a rocinha com tia Célia, Marina e Dóris.

Foram tempos maravilhosos pra mim. Apoio, carinho, aconchego, mesa sempre posta com café e as delícias que a “Téte” fazia.

E as nossas conversas? Quatro mulheres falando ao mesmo tempo e ele por ali, arriscando um comentário ou outro que não era doido, né gente! Acho que nem dávamos tempo pra ele falar.

Uma boa lembrança que tenho também é vê-lo chegando na época do Natal com uma lata de biscoitos Duchen. Uma lata grande e quadrada. E tinha tanto biscoito bom lá dentro. Hum... Criança não esquece essas coisas. Mas o mais bacana era ir lá naquela vila feia, sair do bairro bom, enfrentar ônibus, poeira ou barro e levar guloseimas pra nós. E levava carinho, abraço, beijo, música e sorriso, muitos!

Ganhei dele um presente. Um dia chegou em nossa casa com seu acordeon e eu toquei pra ele. Na mesma hora ele me deu o instrumento e falou que ele nunca iria saber tocar direito, eu é que sabia. Coisas do tio Zé. E fiquei de boca aberta, era muito menina e não queria aceitar, mas não teve jeito.

Na rocinha, quando moraram lá, estreitamos os laços. Eu já gostava muito da Dóris porque morei um tempo com a vovó Antônia e o vô Juca, e ela de vez em quando aparecia voltando do Colégio Batista. Foi no ano que nossa avó morreu e pudemos conviver um pouco. Mas os laços se fortaleceram mesmo quando fomos vizinhos. Pude conhecer bem a tia Célia, Marina e Dóris. O tio Zé já era meu velho conhecido e eu sempre gostei muito, muito dele.

Emprestou-me sua máquina de escrever para que eu pudesse treinar pro concurso do Banco do Brasil e essa foi outra ajuda super importante.

São muitas lembranças boas que tenho...

No final da sua vida não fui vê-lo porque as noticias que chegavam era que estava magro por não querer comer, com depressão, e eu preferi guardar sua imagem sorridente, ágil no andar e muito brincalhão.

Meu amado tio Zé, sempre peço ao Pai que lhe envolva com muito amor e muita luz. Só guardo no meu coração belas recordações daqueles nossos tempos tão bem aproveitados. O senhor foi a melhor referência masculina que tive na minha adolescência.

Obrigada por tudo!
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2 comentários:

Unknown disse...

Wandinha...cada dia nos surpreendendo mais...como vc se expressa bem...Tio José...um Tio muito querido por todos familiares... qdo entrava em nossas casas pela manhã acordavam todos...tá na hora de levantar... rssss e por aí a fora de brincadeiras...e assim meu coração se alegrava....a realidade do final de vida é muito triste prima...num tô dando conta...misericórdia!!!Vilminha

Daniela disse...

Oi, Wanda, seu blog tá mt delicado, coisa mais linda! Seu comentário sobre o tio Zé é uma fotografia dele em palavras... todos ficamos com muita saudades dele. Ele foi uma pessoa maravilhosa para mim, me ajudando muito na época em que mamae adoeceu e depois com a nitinha. Tio zé nunca me negou nada do que pedi a ele. Fui vê-lo em janeiro e mesmo doente havia brilho em seus olhos. Mt saudade mesmo. bjão