Essa é minha amiga Elza... Amiga de muitos anos... Mais de 30.
Sempre nos demos muito bem e nunca, nunca MESMO, tivemos algum problema.
Assim que cheguei a Uruaçu, Goiás, já começamos uma amizade. Eu, muito jovem, solteira, ela poucos anos mais que eu, casada com o Sebastião (Foca), dois filhos, a Brenda e o Fabiano. Mas deixa-me contar.
Lembro-me de ter chegado ao BB um pouco assustada, era a primeira vez que saía de casa para trabalhar. Lá chegando fui apresentada aos colegas e o Foca foi quem me levou de carro pra república onde iria morar, a partir daquele momento. Achei o lugar horrível, mas calei-me. Afinal meu colega estava sendo tão bacana comigo... Éramos muitos funcionários de Minas, Rio de Janeiro e outros lugares. Todos jovens. Todos hospedados lá.
Mas hoje quero falar é da Elza.
Era linda e ainda é; eu acho. Era suave, tímida, ótima esposa, mãe perfeita, vivia completamente para o lar. Logo comecei a frequentar sua casa porque fui para a equipe do seu marido e a aproximação foi inevitável. E, convivendo, fomos descobrindo afinidades. Uma delas é que somos, as duas, muito verdadeiras. Não conseguimos disfarçar, nossa cara conta. Se gostamos da pessoa nos entregamos, somos fiéis, tomamos as dores, essas coisas. Uma coisa ela faz melhor do que eu: briga, fala direto para a pessoa quando se chateia de verdade. Eu não. Eu sumo. Não brigo, não fico com raiva do outro. Troco de amigo. Viro fumaça.
Eu achava a vida dela maravilhosa. Alguns anos depois descobri que não era tanto assim. Ela era só doação, só fazer o que o outro queria e isso não pode ser bom para ninguém.
Ela mudou pra Goiânia, eu achei ruim, mas não havia nada que eu pudesse fazer e era preciso aceitar.
Algum tempo depois entrei pra família... Casei-me com o irmão do Foca. E passamos a ser concunhadas, mas éramos mais que isso, éramos amigas.
Muita água passou debaixo da ponte. Seu casamento acabou, depois foi o meu que não deu certo, fomos criar os filhos, a correria da vida afastou-nos. Encontrávamos nas festas e, infelizmente, nos muitos velórios da família. Eu costumo dizer que cansei de “enterrar” pessoas queridas da “nossa” família. Sim, apesar dos mais de vinte anos da minha separação ainda sou a “tia” de todos os muitos sobrinhos do Honorato, o pai dos meus filhos, Thiago e Túlio.
Hoje estive com ela, naquele lugar lindo e abençoado onde mora. Trocamos energia boa, abraços, boa conversa. Ela foi para o fogão e fez daqueles biscoitos fritos de polvilho, delícia das delícias. Um cafezinho que tomei com o Fabiano, a namorada, a Brenda e ela.
Elza, neste 30 de janeiro quero te dizer, amiga querida, que sou muito feliz em ter você na minha vida, em usufruir da sua amizade tão verdadeira. Sinta-se abraçada agora de novo. Que Deus ilumine cada vez mais os seus caminhos e que tenhamos ainda muitos anos de vida, com saúde e montão de amor. E com certeza muitas risadas.
Beijo com muito carinho!
Sua sempre amiga,
Wanda


2 comentários:
Qdo pensei que havia perdido...achei. Veio sorridente,aquele sorriso maroto de menina travessa, com uma saudade exorbitante e uns braços enormes pra me abraçar. Que saudade Wanda!!Mtos anos se passaram..nada mudou..Espero que o tempo espere um pouquinho pra aproveitarmos mais essa amizade tão bonita! Minha amiga fiel.. minha amiga confidente...meu apoio. Te gosto mto!
Amiga assim Wandinha é pra guardar dentro do peito debaixo de sete chaves...tá certíssima!!!! bj Vilminha
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